Síndrome do Pânico

Sindrome do panico

A síndrome do pânico é algo terrível, o coração fica acelerado, o corpo começa a suar e tremer, as pernas e as mãos formigam. Os sintomas físicos ficam cada vez piores deixando qualquer um aterrorizado.

A pessoa sente que não pode fazer nada para sair dessa situação, mas continuar nela é assustador. Tudo se completa quando os sintomas psíquicos se unem, parece que algo terrível irá acontecer a qualquer momento, mesmo em um ambiente tranquilo, e não há nada que possa fazer para evitá-lo.

Quem sofre de transtorno do pânico, sente medo de tudo, inclusive de sentir medo. O indivíduo sente medo de morrer, ficar louco, qualquer coisa.

Esse transtorno não tem um desencadeador específico. Quando o paciente pensa que é algo, não é.

O que caracteriza essa síndrome, é o medo de passar de novo por alguma situação física desagradável. Sentir-se novamente impotente, perseguido, ameaçado, ou de nunca mais ter uma vida normal. Portanto, não é o medo de algum objeto ou situação específica, é o medo de reviver experiências traumatizantes.

A pessoa imagina que vai sentir todas sensações ruins novamente e que os sintomas irão voltar e tenta a todo custo evitar isso, mas não obtém êxito. Esse excesso de preocupação resulta em mais sofrimento e transtornos.  

Principais causas e sintomas da Síndrome Do Pânico

A síndrome do pânico pode ter inúmeras causas, na maioria dos casos elas variam de pessoa para pessoa. De modo geral, existe uma combinação de fatores genéticos e ambientais que estão intimamente ligados a síndrome do pânico.

Nesse caso, podemos ligar um componente hereditário. Significa que se algum membro de sua família sofreu com o transtorno do pânico, as chances de você desenvolver a síndrome são triplicadas.

Estresse pos traumatico

1. Ansiedade do desconhecido

O medo do desconhecido pode influenciar no desenvolvimento da síndrome do panico. O que queremos dizer com isso? Que, sentir angústias, medos, em situações inéditas podem desencadear o transtorno. Algumas pessoas para não se sentir constrangidas evitam certos tipos de soluções.

2. Atribuição de perigo

Qualquer sinal ou palpitação, gera uma sensação de perigo no indivíduo. Essas pessoas por exemplo, sentirão medo mais rapidamente, principalmente de sentirem alguma palpitação, pois a interpretaram como algo perigoso. Portanto, os sintomas da ansiedade são interpretados com angustiantes e perigosos, com isso aumenta o risco de um transtorno de pânico.

Isso significa que eu inevitavelmente irei desenvolver síndrome do pânico?

Caso você tenha fatores hereditários que facilitam o desenvolvimento do pânico, não significa exatamente que você terá o transtorno, significa apenas que as chances de ter serão sempre maiores. É necessário uma série de fatores conjuntos para a síndrome se desenvolver, não só a hereditariedade.

Como já falamos anteriormente, pessoas com síndrome do pânico experimentam um ataque de ansiedade repentino, em que os sintomas de ansiedade assumem o controle total da situação em questão.

Durante um ataque de pânico, a pessoa sente ansiedade intensa, ou desconforto total. Parece que seu corpo já não lhe obedece mais, o que leva a crer que é impossível combater os sintomas.

Para que você saiba mais sobre a síndrome, veja alguns dos sintomas:

Sintomas físicos

  • Suor
  • náusea
  • Sensação de sufoco
  • Dores no peito
  • Respiração extremamente rápida
  • Tontura
  • Formigamento e perda de sensibilidade nas mãos e pés
  • Calafrios ou sensação de calor extremo

Sintomas psicológicos

  • Tudo parece ser irreal
  • Medo de perder o controle
  • Medo de morrer

Um ataque de ansiedade pode ocorrer subitamente com um ou mais desses sintomas. Também pode ocorrer que todos os sintomas ataque juntos, ou que passem a se desenvolver com o tempo.

A síndrome do pânico tem cura?

Sem dúvida alguma, a principal preocupação de quem sofre com isso, ou com qualquer outra doença, é saber se tem cura ou não. Para sua felicidade, ou de algum conhecido seu, a síndrome do pânico tem cura, desde que seja buscado profissional especializado, que tenha pleno conhecimento sobre o assunto. Com o decorrer do tratamento tudo tende a melhorar e sintomas diminuir.

Apesar de todos os preconceitos, a população em geral está se conscientizando sobre a seriedade desse tipo de síndrome.

Como tratar síndrome do pânico?

Como tratar o transtorno do pânico? Os principais meios de tratamentos são através de medicamentos ou psicoterapia. O terapeuta irá lhe ajudar a atender melhor seus pensamentos e ações durante os ataques.

Os medicamentos, ajudam a diminuir os sintomas das crises. Os medicamentos mais utilizados no tratamento são os sedativos e os antidepressivos, etc.

Ataques de pânico noturno

Não há como prever uma ataque do pânico noturno. Geralmente, ocorrem antes da fase REM, por isso, não temos consciência deles até acordarmos. Esse despertar acontece de forma bruta, de supetão.

Devido ao acúmulo de ansiedade, nosso corpo precisa se aliviar e usa os ataques de pânico como forma de fazer isso. Principalmente, quando baixamos a guarda. Por isso, quem passa por um desses ataques tende a as se acordar assustado sem entender exatamente o que aconteceu. Os segundos parecem ser eternos.

Síndrome do pânico na gravidez, é possível?

Diferente do que a maioria das pessoas pensam, a síndrome do pânico não corre apenas em jovens e adolescentes. Por mais que nessa fase seja mais fácil desenvolver os sintomas, as gestantes também correm o risco de desenvolver o transtorno, pois, a gravidez é uma fase em que o corpo da mulher muda totalmente, intensificando sensações como medo e ansiedade, pontos de partida para as crises.

As alterações hormonais são de longe a principal razão do desenvolvimento da doença. O desequilíbrios dos hormônios gera uma série de mudanças, como a de humor por exemplo. Nesse momento da vida, os níveis de estresse também sofrem alterações.

Nessa fase surgem alguma perguntas relacionadas ao futuro como, “será que vou ser uma boa mãe?”, “saberei educar meu filho?”, “será que será uma criança totalmente saudável?”, “terei as condições necessárias para manter essa criança?”. Esses pensamentos desencadeiam o medo e consequentemente a crise de pânico.

Nesse caso, é de extrema importância fazer um tratamento adequado da doença, pois, ela não irá atingir somente a mamãe, mas também o bebê. Os ataques também causam estresse para a criança, com isso o crescimento dela pode sofrer mudanças inesperadas, ganhando peso e tamanho de forma anormal. Além disso, o sistema imunológico da mesma é afetado, ocasionando em maiores facilidades para bactérias se proliferam causando doenças como gripes e resfriados.

Se não bastasse, alguns especialistas indicam que a criança pode terá mais facilidade em adquirir diabetes e problemas do coração. Outro problema grave é em relação a mãe da criança, que devido às crises do pânico, fica mais propensa a desenvolver depressão pós parto.